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INTERVALO - Tempo de rever e aprofundar o assunto

  • Jul 22
  • 4 min read

Updated: 2 days ago

Estamos em férias de verão no hemisfério norte... No Brasil, inverno com chuvas e frio, especialmente no sul... Dei férias aos meus leitores desde o último artigo, que encerra a descrição da primeira etapa do meu Caminho das Estrelas no norte da Espanha. A segunda etapa (visitas às catedrais da França) está planejada para setembro-outubro. Como ainda estou em ritmo de Copa do Mundo, usei a expressão "meio-tempo" para dar título a essa oportunidade que criei para rever e aprofundar as ideias que originaram o Caminho das Estrelas. Vamos lá.



Desde tempos imemoriais, os celtas veneravam a deusa da Terra e percorriam o Caminho das Estrelas, do norte da Hispania até a Escócia, visitando santuários pagãos construídos em locais identificados como centros de energia da Terra. Esses peregrinos procuravam sintonizar seus sentidos espirituais com a energia telúrica desses locais. Os druidas (sacerdotes celtas) designaram o oráculo de um planeta para cada um desses sete santuários. Posteriormente, identificaram uma correspondência entre os sete chakras do corpo humano e os sete oráculos localizados nos centros de energia da Terra.


As sete catedrais do Caminho das Estrelas estão localizadas exatamente sobre esses antigos oráculos, por isso tornaram-se parte integral de uma figuração apocalíptica em pedra, construída de acordo com a geometria divina que os Templários aprenderam com os povos orientais na sua primeira estada em Jerusalém entre 1096 e 1099. Repetindo a informação fornecida nos primeiros artigos dessa série, os sete lugares sagrados correspondem exatamente ao traçado da Via Láctea no céu, e daí vem a denominação Caminho das Estrelas dada à peregrinação pelas catedrais medievais construídas pelos Templários. Foi por isso que adotei esse título para o meu blog.


O Caminho das Estrelas é uma peregrinação de iniciação que segue a ordem inversa do roteiro conhecido como Caminho de Santiago. A ordem do despertar dos centros de energia começa pelo chakra da Raiz, em Santiago, e vai até o chakra da Coroa, em Rosslyn. A primeira catedral corresponde ao oráculo da Lua e ao chakra da Raiz. Nela, o peregrino focaliza o seu instinto básico de sobrevivência e começa um trabalho espiritual no sentido de adquirir segurança e estabilidade. A cada parada do Caminho, o peregrino vai sentir a energia de um novo oráculo e de um novo chakra, e isso vai ajudá-lo a trabalhar as suas qualidades específicas ligadas àquela nova etapa, para avançar no seu progresso espiritual. Evidentemente, cada estágio deve ser precedido por um período de preparação espiritual. Quanto mais intenso, melhor!


Na verdade, o Caminho das Estrelas não é uma jornada única, composta de sete paradas, mas uma série de jornadas, em que cada trajeto tem um objetivo próprio, ligado à energia específica de cada local, que vai despertar qualidades específicas e essenciais ao progresso espiritual de cada peregrino. Estamos falando da busca do Santo Graal (the Quest for the Holy Grail), que existe desde tempos imemoriais e era central nas crenças dos Cavaleiros Templários. Ela se traduz de maneira pessoal para cada indivíduo, pois é o resultado de uma infinidade de fatores que determinam o estágio espiritual de cada pessoa.



Como esse blog é pessoal, vou falar um pouco sobre a minha experiência. Já vivi muito, fiz muitas coisas, desempenhei vários papéis e passei por muitos desafios. Tive a sorte de nascer numa família maravilhosa, que me inspirou a estudar as suas origens. Dediquei-me a esse estudo durante décadas. Sempre tive muita curiosidade sobre o passado. Acredito que fatores genéticos influenciem a formação da personalidade das pessoas.


Dito isso, vou recapitular a minha experiência na Catedral de Santiago de Compostela. Aquela catedral está ligada ao oráculo da Lua, que rege a intuição, as verdades ocultas e os ciclos flutuantes do inconsciente, que nos convida a prestar atenção nos segredos, a confiar nos nossos instintos e a enfrentar a nossa sombra. Talvez, inconscientemente, eu tenha feito tudo isso! O fato é que acabei por descobrir ali não só alguns túmulos de ancestrais, mas também o sentido da minha peregrinação! Acredito que a ligação desse templo com o chakra da Raiz tenha facilitado a minha conexão com a Terra e com a realidade física e delineado o meu objetivo de procurar outros túmulos de ancestrais ao longo do Caminho das Estrelas.



Minha jornada pelo norte da Espanha começou em Santiago de Compostela (Galícia) e terminou em Pamplona (Navarra). Seguimos para León, capital da província do mesmo nome (León). Fizemos um desvio para Oviedo e Covadonga (Astúrias), depois voltamos ao traçado do Caminho e visitamos a cidade de Burgos e várias localidades nos seus arredores (Castela). Fizemos uma breve parada em Jaca (Aragón) e outras paradas mais demoradas em Viana, Leyre e Nájera (Navarra), antes de chegar a Pamplona. Percorri um imenso trajeto, tendo sempre em mente o objetivo que deu sentido à minha peregrinação. Fiz visitas a santuários antiquíssimos, que são até hoje reverenciados, o que me assegurou que estava cumprindo uma tarefa importante. A minha busca por antigas sepulturas nobres sempre visou uma realização espiritual. Como se essa viesse atrelada à descoberta dos restos dos meus ancestrais... Se soar estranho, lembrem-se de que esse é um processo pessoal!


Visitei túmulos de pessoas que foram importantes no seu tempo e das quais herdei uma parcela ínfima de material genético. Mas acredito que tenha sido isso que me causou uma sensação de pertencimento e estabilidade. Faz sentido que tenha sido efeito da ativação do meu chakra da Raiz, cuja função é facilitar a nossa conexão com a Terra. No meu caso, ativou uma forte ligação com a Espanha. O que eu senti em frente ao sepulcro que continha o nome da minha ancestral, no Panteón dos Reis da Galícia na Catedral de Santiago de Compostela, foi a sensação da passagem dos séculos e a constatação da continuidade da vida através do tempo. Era como se a rainha Berenguela, que viveu entre 1116 e 1148, ainda estivesse ali e pudesse me ver, não só como uma peregrina começando a sua jornada, mas como uma descendente a prestar-lhe homenagem por sua incrível trajetória de vida e pelo legado que deixou. Essa experiência contribuiu para a progressão espiritual da peregrina, com certeza!


Até a próxima!




 
 
 

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